sábado, 5 de novembro de 2011

Free Style Party!

Então galera!
A nossa festa é amanhã, já começamos hoje com a pintura do fundo do painel e nesse domingão cedinho estaremos todos presentes para fazer o graffiti. Contamos com a presença de nossos amigos Shellder (Recife) e Graf (Belém) que chegaram essa semana para dar uma força e que vão pintar conosco e também com mais grafiteiros que chegam de Recife hoje (Menor, Aliado e Stilo - 100 Parar Crew).
Esperamos todos para compartilhar esse momento especial e de muita vibe positiva no graffiti e no som, que ficará por conta de MC PriguiSSa, Manifestart, Rimas Nativas, Chico Bomba e Zé Baga e participação de Nordestenato. Discotecando o DJ Samir e na apresentação Miguel Carcará.
Tragam a família, chamem os amigos e cheguem cedo para curtir o melhor do ragga e rap potiguar.
Vamos lá!

#FreeStyleParty

http://www.tribunadenoticias.net/ler.php?idnot=181

domingo, 16 de outubro de 2011

FSC - 5 Anos

O dia amanheceu chuvoso e atrasou o início do graffiti, mas ao meio-dia estava tudo perfeito - sol, tinta e muita disposição. Toda a crew reunida - os grafiteiros Doce, Hades, FB, Pok, Félix e Flor e os fotógrafos\designers Rudson Passos e Kailanny Gomes. Contamos também com a presença de nosso amigos e também artistas urbanos Pedro Ivo, Bia Rocha, Flip e Dark.
O dia foi muito produtivo e infelizmente não pudemos ter uma foto do painel pronto por causa do horário em que terminamos (sem luz suficiente pra fotografar), mas colocaremos nas próximas postagens.
Confira mais fotos em nosso flickr:

http://www.flickr.com/photos/fscrew


sábado, 15 de outubro de 2011

Free Style Party!

A Free Style Crew está preparando a festa de aniversário de 5 anos e, além de um painel de graffiti em um dos lugares mais antigos e boêmios de Natal, teremos também um som para interação com toda a galera que curte graffiti e todas as demais manifestações urbanas. Então vamos lá, dia 06 de Novembro no Beco da Lama (Cidade Alta) teremos a pintura do painel, oficina de stencil art com Pedro Ivo e Bia Rocha, rodas de break, rimas de improviso e shows com MC PriguiSSa, Manifest'art, Rimas Nativas, MC Zé Baga e a discotecagem com o melhor da black music por conta do DJ Samir. Na apresentação do evento contamos com o Miguel Carcará. Também haverá exposição e venda de graffiti art (telas, latas decoradas, adesivos, camisas, costumização, etc.) tanto dos integrantes da Fsc como de artistas colaboradores do evento. 
Então essa é a boa do primeiro domingo de Novembro!
Vamos lá, pura cultura urbana em um momento de interação com quem quiser trocar ideias e chegar junto na nossa festa! 

Nos siga no twitter e fique por dentro de toda a programação @_fscrew
Muita paz e inspiração para todos!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Arte Urbana em Natal, por Pedro Ivo.

Pedimos ao Pedro Ivo, artista urbano potiguar, que colaborasse com o blog escrevendo sobre a cena em nossa cidade; temos agora a satisfação de publicar o texto.

A arte urbana potiguar tem sua origem numa arte de rua subversiva. Nomes como do artista plástico Marcelus Bobs podem ser mencionados vindos da década de 80, numa ocupação intervencionista das ruas, sendo suas personas os “urbanoídes”, figuras de capuz que eram desenhadas a pincel pelas ruas do centro da Cidade Alta e Ribeira, as figuras que mais tinham visibilidade na rua na época. Esse estilo de arte dividia espaço com outras formas de manifestação da cidade, como dizeres políticos de abaixo à ditadura e críticas às guerras que na época eram ocasionadas.
As pichações e artes visuais escritas e desenhadas nos muros da cidade na década de 90 iriam movimentar outra vertente de público da sociedade, jovens de torcidas organizadas, grupos de bairros tidos como periféricos e adolescentes reproduzindo técnicas do graffiti pela cidade.
Essa relação derivada da arte de rua com o protesto político acaba formando um específico nicho de público admirador de arte, mas não da arte de galerias, ou produzida apenas por pessoas das áreas das belas artes, mas sim numa busca lançada às ruas, pois é nesse meio urbano que aparecem as artes efêmeras, de desconhecidos, ou seja, anônimas, e onde de forma gratuita os transeuntes podem observar as manifestações de arte da cidade em meio aos seus cotidianos.
Nessas ultimas duas décadas essa ampliação da forma de ocupar a cidade tem ganhado adeptos, sendo isso por motivos de relação com protestos e melhorias sociais para suas relações pessoais, sejam esses atos uma leitura como busca de infração ao que um sistema de ordens sofre por manter uma relação de criminalização dos atos artísticos de rua, passando por restrições sociais tanto grafiteiros como pichadores, interventores urbanos que utilizam a cena das ruas como palco de execução de suas obras. A população observa esses atos em grande maioria como sendo infratores ao espaço público, justificativa essa que levaria a uma forte recriminação do exercício lúdico e livre da expressão visual pelas cidades, prova de que a arquitetura carrega em si um fechamento quanto às seguranças públicas, maior que a segurança das pessoas que ali vivenciam o espaço, pois as paredes e monumentos não podem ser interferidos ou modificados, enquanto que a cidade cresce e estende-se desenfreadamente sem o aval ou participação dos habitantes das cidades, fato então que desencadeia uma relação de desigualdade perante as condições de vida propostas no tempo atual.
Dentro deste cenário a industrial cultural tem feito do “graffiti” uma espécie de formalizador das artes de rua, tendo como meta transformá-lo tecnicamente num movimento de arte que possa ser difundido e repassado para jovens que desejem manifestar suas artes como uma relação contínua também com a sociedade. Esse motivo tem levado inúmeros projetos a serem criados em escolas públicas e bairros desassistidos educacionalmente quanto a realizações artísticas, mas a corrupção e o descaso político ainda são as principais barreiras para lidar com uma expressão de arte em constante crescimento, melhorias são esperadas para num futuro próximo, pois vertentes como a da pichação ainda são perseguidas e criminalizadas pelas leis, leis essas que mudaram nesse ano de 2011 para descriminalizar o ato do graffiti e penalizar de forma mais densa o pichador.
A diferença básica da pichação para o graffiti é que a pichação usa letras e o graffiti desenhos, sendo então as duas técnicas subversivas quanto à essência porem nos dias atuais vemos uma aceitação maior quanto o ato de graffitar, enquanto que a pichação é vista em grande maioria  pelas pessoas como vandalismo, não sendo entendida ainda sua realização como crítica e estética, uma forma de arte marginal, que é cerne e origem da real desigualdade projetada nas cidades urbanas. Cabe então ao habitante de sua cidade adentrar nesse entendimento estético da modernidade, para saber dialogar e compreender melhor as ações ocorridas em sua região.


Para visualizar trabalhos do Grande Pedro, acesse:

domingo, 25 de setembro de 2011

Luz, camêra, PICHação*


Dia 05 de Outubro às 18h, no Departamento de Artes da UFRN haverá a exibição do filme Luz, Camêra, PICHação. Esse documentário fala sobre a cultura da pichação no Rio de Janeiro e terá a presença do diretor, Gustavo Coelho (RJ). Será a primeira exibição em Natal e depois haverá um debate, uma troca de ideias sobre o assunto. Nós, grafiteiros e pichadores compareceremos para dialogar, o que tornará bem mais interessante a sessão, os debates com os acadêmicos sempre são polêmicos e importantes para a compreensão de ambos os lados. Vamos lá.

domingo, 11 de setembro de 2011

Começando...

Inauguramos nosso blog com muita satisfação depois de respirarmos novos ares.
Somos a Free Style Crew e costumamos falar que constituímos mais que um grupo de jovens que colorem a cidade, temos na amizade e na cumplicidade a base fundamental para podermos desenvolver o que tanto amamos - a arte urbana.
Criamos o grupo no ano de dois mil e seis e desde então saímos às ruas de nossa cidade (Natal-RN) para pintar, protestar e darmos vazão às nossas ideias e sentimentos dessa forma ainda não aceita pela sociedade, mas altamente genuína e digna de nosso suor e dedicação. 
Com as postagens seguintes mostraremos um pouco do que fazemos e também do que vivemos, pois, o resultado na parede é mais que cor e forma, é o produto final de todo um processo pelo qual passamos diariamente. Esperamos tornar esse espaço um registro de pensamentos e imagens, de textos e trocas de experiências com outros grafiteiros e amantes da arte de rua; traremos não apenas trabalhos da FSC, mas de todos aqueles que contribuem para a evolução da arte urbana em geral, seja pintando ou apoiando, pixando ou debatendo esse assunto ainda tão polêmico.
Para começo de conversa é isso, estaremos por aqui postando, dialogando e expressando nossa opinião a respeito da conturbada e excitante vivência urbana - que traz tantas similaridades e particularidades que realmente valem a pena serem expostas e discutidas na intenção de uma maior compreensão do que acontece em nossa volta e, consequentemente, de nós mesmos.
Av. Salgado Filho, Natal.
Doce - FB - Stomp - Félix - Hades